top of page

Case Torresani: como o pós-obra ganhou controle de dados e segurança jurídica com a FastBuilt

  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 24 horas

A gestão de pós-obra para construtoras costuma esbarrar num mesmo problema: falta de controle sobre gastos, prazos e comunicação com o cliente depois da entrega do imóvel. Foi essa dor que o Diretor de Engenharia da Torresani Empreendimentos Imobiliários, construtora de Blumenau, em Santa Catarina, relatou em entrevista concedida ao ConstruSummit 2026.


Neste artigo, mostramos como a construtora estruturou três anos de dados de pós-obra com a FastBuilt e o que essa experiência revela para outras construtoras e incorporadoras.

A gestão de pós-obra para construtoras é o processo de registrar, acompanhar e analisar chamados, custos e manutenções após a entrega do imóvel.


Quando estruturada com dados, ela reduz retrabalho, fortalece a comunicação com o cliente e protege juridicamente a construtora e o condomínio.



O desafio do pós-obra sob a ótica de quem vive a obra e a entrega

Antes de chegar à Torresani, Thuylon Farias, executivo Torresani já havia passado por outras construtoras e enfrentado, em suas palavras: sempre a dor do pós-obra, a falta de controle, a questão de gastos".

A comparação que ele traz é direta: a obra, em si, segue um planejamento tradicional e previsível. O pós-obra, não. "O pós-obra é sempre muito dinâmico", afirmou, justamente por depender do volume e do tipo de chamado que cada cliente abre após a entrega.


Quem é a Construtora Torresani

Thuylon está há três anos na Torresani e ocupa hoje o cargo de Diretor de Engenharia, com responsabilidade sobre os setores de planejamento, projetos, obra e pós-obra. É engenheiro de formação. Essa amplitude de funções dá peso ao relato: a mesma pessoa que responde pela obra em andamento é quem analisa, estrategicamente, os dados que vêm do pós-obra, o que reforça a conexão entre as duas frentes.


Três anos de dados: o que muda quando o pós-obra tem registro

Segundo o executivo, o ganho central do uso da FastBuilt está no registro.

Tu ter o controle de onde está o teu efetivo gasto no pós-obra, para tu trazer isso para a obra, durante a obra, numa melhoria de qualidade, esse é o grande ganho.

A ele, soma-se a facilidade de comunicação com o cliente e a disponibilidade de dado histórico para embasar decisões. Na avaliação dele, a FastBuilt "compila tudo isso em um sistema" operacionalizado de forma simples e didática pela equipe da construtora.



Indicadores que a diretoria acompanha no dashboard mensal

O executivo não opera o sistema diretamente. Uma equipe da Torresani cuida da rotina, enquanto ele acompanha um dashboard e um relatório gerencial ao final de cada mês.

Sobre esse último ponto, o executivo foi direto:

"É onde o dinheiro vai embora, e se tu não tem esse controle, tu não vê e vai embora."

A partir do controle desses indicadores, a construtora consegue tratar a causa do problema ainda durante a obra, e não apenas remediar o sintoma depois da entrega.



Manutenção preventiva como segurança para construtora e condomínio

Outro módulo destacado na entrevista foi o de manutenção preventiva. Segundo o relato, a FastBuilt já disponibiliza um plano de manutenção preventiva estruturado, e o condomínio é notificado sobre as ações previstas.


Isso dá à construtora a certeza de que o condomínio está executando a manutenção necessária, reduzindo a chance de problemas futuros, e, ao mesmo tempo, mantém um registro de que essas manutenções aconteceram, "para dar segurança para os dois lados, tanto para o condomínio como para a construtora e incorporadora", nas palavras do executivo.



Personalização de imóveis e controle de projetos atualizados

O uso da FastBuilt na Torresani também alcança a etapa de personalização, mais associada ao período pré-obra do que ao pós-obra propriamente dito. Segundo o relato, o sistema permite controlar quantas personalizações estão em andamento e garantir que os clientes tenham acesso aos projetos atualizados dentro da plataforma, o que evita divergência entre o que foi acordado e o que está registrado.



Segurança jurídica: o registro como prova de comunicação com o cliente

Um dos pontos mais enfáticos da entrevista foi o valor jurídico do registro. O executivo descreveu uma situação comum em disputas judiciais: o questionamento sobre como o cliente teria sido informado de determinada obrigação ou orientação. "Está no manual" não costuma ser suficiente como resposta. Segundo ele, ter o registro de que a comunicação de fato ocorreu, incluindo o histórico de manutenção preventiva, "dá uma segurança jurídica enorme" tanto para a construtora quanto para o condomínio.


"Está no manual" não é garantia de comunicação

Esse é, talvez, o mito mais recorrente do setor: presumir que informar algo em um documento formal, como o manual do proprietário, equivale a garantir que o cliente foi de fato comunicado e treinado. Na visão do executivo, a incorporadora precisa ir além da premissa de disponibilizar a informação; é preciso comprová-la. É exatamente esse tipo de registro, segundo ele, que a manutenção preventiva documentada ajuda a assegurar.


Como estruturar o ciclo pós-obra e qualidade em quatro etapas

A partir de três anos de histórico, o executivo descreveu como a Torresani transforma dado de pós-obra em melhoria de obra:

  1. Registrar os chamados de pós-obra e identificar os problemas mais recorrentes, incluindo patologias construtivas.

  2. Levar essas informações para o setor de qualidade da construtora.

  3. Ajustar procedimentos e controles de obra com base nesse diagnóstico.

  4. Repetir o ciclo a cada novo empreendimento entregue, aprimorando continuamente o padrão construtivo.

"Essa informação é essencial para esses dois setores trabalhando juntos, pós-obra e qualidade. É um ciclo", resumiu o executivo.



Para onde vai a gestão de pós-obra nas construtoras brasileiras

O relato da Torresani aponta uma direção que tende a se consolidar nos próximos anos: o pós-obra deixando de ser um centro de custo reativo para se tornar uma fonte de dado estratégico. Quando a liderança técnica de uma construtora consegue assumir o pós-obra numa posição de estratégia, nas palavras do próprio executivo, o setor deixa de apenas responder chamados e passa a orientar decisões de obra, projeto e relacionamento com o cliente.



Assista na integra o Case da Torresani. São seis minutos que valem para qualquer construtora que ainda trata o pós-obra como centro de custo, e não como fonte de dado estratégico.


Agende uma conversa com a equipe da FastBuilt e conheça a plataforma na prática.



bottom of page