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Depois dos Lofts, os Lares: A Construção Civil Descobre a Geração Prateada

  • Foto do escritor: Thiago Schwaemmle
    Thiago Schwaemmle
  • 8 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura
Casal senior usando sistema FastBuilt

Durante anos, o mercado imobiliário brasileiro surfou a onda dos “compactos inteligentes”, os lofts e studios pensados para jovens solteiros, nômades digitais e recém-casados em grandes centros urbanos. Mas, silenciosamente, um novo público começa a ocupar o centro das atenções do setor: a geração prateada. Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a construção civil começa a se reposicionar para atender às demandas da terceira idade. Segundo o IBGE, o número de pessoas com 65 anos ou mais saltou 57,4% entre 2010 e 2022, ultrapassando 22 milhões de brasileiros, e deve chegar a quase 90 milhões até 2050. O impacto é tão profundo que já há quem diga: não é apenas uma mudança demográfica, é uma transformação de mercado. Essa nova demanda impulsiona o crescimento do conceito de Senior Living — empreendimentos residenciais planejados para oferecer conforto, autonomia e segurança a pessoas idosas, indo muito além do modelo tradicional de casas de repouso. São condomínios que aliam arquitetura adaptada com serviços de saúde, espaços de convivência, áreas verdes e, sobretudo, qualidade de vida. Exemplos não faltam. Mais recentemente, a Housi, conhecida por sua proposta de moradia flexível, também entrou nesse movimento. A empresa anunciou o lançamento do Senior Living by Housi, com estreia prevista para setembro deste ano no tradicional bairro de Higienópolis, em São Paulo. O projeto prevê apartamentos entre 30 e 60 m², com áreas comuns que incluem sala de telemedicina, espaços para fisioterapia, yoga, convivência e tecnologia embarcada para promover saúde e autonomia. A Housi aposta em um novo formato: residências que estimulam o envelhecimento ativo, com conforto, segurança e dignidade. Por trás desses empreendimentos está uma constatação simples: os brasileiros estão envelhecendo, mas querem continuar vivendo bem. E isso exige uma mudança na mentalidade das construtoras, incorporadoras, arquitetos e investidores. Rampas no lugar de escadas, iluminação mais suave, corrimãos, tecnologia assistiva e serviços personalizados passam a ser tão relevantes quanto o acabamento de luxo. Para o setor da construção civil, o movimento representa um campo fértil de inovação e responsabilidade. Criar espaços que respeitem o envelhecimento ativo é mais do que uma tendência, é uma resposta à urgência de um país que precisa se adaptar à sua nova realidade etária.

A geração prateada não busca apenas moradia.

Ela quer pertencimento, qualidade de vida e protagonismo. Depois dos lofts para os jovens, chegou a vez de construir lares para quem já construiu uma vida inteira.

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